Educação Financeira

21
fevereiro
2014
Os Mandamentos de São Nunca.

Caro Leitor.
Dando continuidade aos nossos textos, sempre tratando do tema planejamento e finanças da família, vamos, a partir de agora, focar um pouco mais no nosso dia a dia, com exemplos práticos e úteis.
Vamos tratar dos Mandamentos de São Nunca.
Criei os Mandamentos de São Nunca para que você possa memorizar regras simples e de grande valia quando você vai fazer compras, ou empréstimos que na realidade são coisas obvias, porém, negligenciadas com bastante frequência. Espero que goste e comente.

Os supermercados utilizam uma técnica bastante usual no mercado que é estimular a fraqueza humana para o consumismo. Nós humanos, via de regra, viemos ao mundo com um defeito de fábrica: “Quando ganhamos dinheiro a primeira coisa a fazer é gastar”.
Os supermercados sabem que, primeiramente, gastamos dinheiro com comida. Eles sabem também que a concorrência é acirrada e que se não for competitivo não leva o dinheiro do cliente. Outro fator importante é que normalmente os produtos de supermercado são de pequeno valor tais como: R$ 1,10, R$ 0,90, R$ 1,30, etc... Nós consumidores, normalmente, vamos enchendo nossos carrinhos pensando.. Ah! Só mais R$ 1,00... “De grão em grão... vai um montão”.
Então, para terem eficiência no uso da técnica acima descrita os supermercados lançam mão de duas regras para fazer com que seus clientes deixem ali seu dinheiro.
1.1 Colocam os produtos de primeira necessidade com preços bem competitivos nas prateleiras mais abaixo, um pouco mais distante dos olhares diretos. Eles sabem que o consumidor vai achar sempre porque são gêneros de primeira necessidade tais como: arroz, feijão, farinhas, etc...
1.2 Colocam os produtos mais caros com maior lucro ou supérfluos diante dos olhares diretos. Eles têm a esperança que nosso “defeito de fábrica” fale um pouco mais alto e antes de nos abaixarmos para pegar os produtos de primeira necessidade cedemos a tentação e pegamos os produtos que não precisamos naquele momento.
As regras referenciadas acima funcionam sempre com a maioria dos consumidores, porém, não funcionam comigo. Por quê?
Porque eu quando vou fazer compras em supermercado sempre levo comigo uma lista dos produtos que desejo comprar. Minha lista além de conter os produtos contém também os preços relativos da ultima compra efetuada.
Muitas vezes, confesso, esqueço-me de anotar os últimos preços e quando isto acontece recorro a Internet para saber os preços destes produtos. Assim, minha lista vai completa com todos os produtos que necessito bem como o total aproximado das compras que irei fazer. Nem sempre encontro todos os produtos desejados, então compro similares, por isso, nem sempre o total é exatamente o mesmo planejado, porém, não difere muito.
Eu não me permito comprar algo que não esteja na lista, salvo se for de estrita necessidade e que de fato eu tenha me esquecido de colocar na lista. Levo também, além da lista de compras, minha fiscal de compras (minha esposa) que é ferrenha.
Ela não me permite sequer aventar a possibilidade de sair da lista. A ela devo esta minha educação para as compras.
Você pode fazer o mesmo. Observe que não é nada difícil ou impossível. É apenas ser metódico e determinado. Fica ainda mais fácil se levar sua fiscal de compras, caso você a tenha.
Se desejar reforçar suas convicções de economizar dinheiro nas compras e quiser aprender como fazer sua lista de forma bem organizada além de conhecer outras técnicas de planejamento financeiro faça o curso Planejando e Administrando as Finanças da Família para poder aprimorar seus conhecimentos e poder utilizar melhor seus ganhos.

A razão é muito simples e ela faz parte de uma razão ainda maior que se denomina planejamento. Na maioria das vezes as pessoas vivem com um salário fruto do seu trabalho e quase sempre insuficiente para permitir uma qualidade de vida que gostaria de ter. Assim, é preciso se esforçar para conseguir encaixar dentro do salário todas as necessidades do dia a dia. Isto requer esforço mental para equacionar os gastos, as necessidades e os ganhos. Em outras palavras requer planejamento.
Permita-me aqui fazer um parágrafo para falar algo que tenho encontrado e parece-me ser bastante comum.
Se esforçar para encaixar despesas dentro do salário não é uma necessidade de quem ganha pouco. Por incrível que pareça conheço pessoas que ganham elevados salários e que também não conseguem encaixar suas despesas dentro dos seus ganhos.
Gastar mais do que ganha é um hábito ruim que muitos têm independente do tamanho do salário.
Voltando ao nosso tema, ao definir o planejamento familiar com certeza definiu-se ali quanto deverá ser gasto com supermercado. Aqui entra como elemento importante do planejamento a lista de compras. Nela você coloca suas necessidades relacionadas com o gasto possível, dentro dos seus ganhos.
Portanto, se você definiu quanto gastar com supermercado você deve criar uma lista de compras contendo quantidades que estejam condizentes com o valor definido no item gasto com supermercado em seu planejamento.
Assim para cumprir seu planejamento você só poderá comprar aquilo que está estipulado em sua lista de compras. É algo muito difícil de cumprir, pois, como dito anteriormente os supermercados são espertos e sabem como atingir nosso ponto fraco.
As empresas de marketing ligadas aos supermercados elaboram as mais variadas pesquisas para identificar maneiras que possam estimular nosso cérebro a gastar.
Os supermercados não fazem isso desonestamente e, sim, faz parte da regra do jogo capitalista.
Portanto, nós também precisamos fazer nossa parte neste jogo. Só devemos consumir aquilo que precisamos. É muito importante você manter sob controle seu planejamento financeiro. “Sabendo gastar não vai faltar”.
Aqui fica então mais um aprendizado para você leitor, caso precise. Faça sempre sua lista de compras e compre apenas o que nela conste.

Já comentamos mais acima que os supermercados colocam no nosso campo de visão direto aquelas mercadorias que normalmente são mais caras ou supérfluas que também são as mercadorias mais lucrativas.
Muitas vezes colocam também nesta mesma posição mercadorias em promoção quando estão próximas da data de vencimento.
Enfim, no nosso campo de visão estão as mercadorias que o estabelecimento tem interesse maior em vender naquele momento. Nós consumidores sabendo desta estratégia devemos ficar espertos para não nos deixar seduzir sem antes olhar fora do nosso campo de visão direto.
Com muita probabilidade fora deste campo encontraremos o que desejamos e o que realmente necessitamos. Possivelmente, com um preço mais em conta.
Assim, este Mandamento sempre deve ser observado se quisermos economizar dinheiro.
É bem provável que alguns leitores devem, a estas alturas, estar pensando. “Eu lá vou me preocupar em me abaixar para olhar as prateleiras mais baixas para no final das compras economizar R$ 10,00 ou R$ 15,00? Eu hein! Tô fora!” Para estes leitores vou aqui mostrar o tamanho do seu engano.
Se você leitor colocar na poupança todo mês R$ 1,00 durante 30 anos, considerando estes míseros 0,5% de juros ao mês (não estou considerando a inflação), teremos ao final na nossa poupança a quantia de R$ 1.009,54.
Assim, se depositarmos R$ 15,00, que seria sua perda por não verificar as prateleiras mais baixas, teria na poupança a quantia de R$ 15.143,06.
Agora imagina aquele indivíduo que pega a primeira mercadoria que enxerga porque está sempre com pressa e no final deixa de economizar, por exemplo, R$ 50,00? Caro leitor: “de grão em grão se perde um montão”.
Os 30 anos aqui considerados está baseado na sua vida como trabalhador e isto não é uma eternidade! Passa rapidinho, rapidinho! Na realidade quero demonstrar que se você não começar a economizar migalhas no início da sua vida como trabalhador no final deixa-se de ter aposentadoria que seria formada exatamente por estas migalhas não economizadas.
Para os leitores curiosos que queiram verificar estas contas clique aqui e verifique.
No curso Planejando e Administrando as Finanças da Família eu desenvolvo com meus alunos bastantes exercícios de fixação para demonstrar a importância da economia de migalhas.

Um forte argumento para isto seria aproveitar a oportunidade para fazer um passeio com os filhos. Estes passeios podem ao final das contas sair caro ao longo do tempo. Não raro crianças em supermercado forçam os pais a comprar algo que eles gostam ou despertaram o desejo naquele momento. Uma batata frita ou goma de mascar, uma jujuba, enfim, sempre aumenta os gastos com coisas não previstas e quase sempre com alimentos que não são nutritivos ou até nocivos a saúde. Não vou aqui fazer contas sobre estes gastos. Deixo ao leitor que tem por hábito levar seus filhos juntos ao fazer suas compras avaliar quanto foi gasto a mais e qual seria o reflexo disto em sua aposentadoria?

Neste Mandamento, precisamos refletir sobre duas coisas:
A primeira se refere a pessoas que compram alimentos com o cartão de crédito cujo vencimento será após o recebimento do salário, assim, conseguem liquidar seu compromisso empurrando a dívida para novo salário.
A segunda se refere aquelas pessoas que sempre chegam ao final do mês e percebem que seu salário não é suficiente para cobrir seus compromissos e precisa deixar alguns compromissos para serem pagos com o próximo salário.
No final, as duas remetem ao mesmo problema. Pessoas que por alguma razão não conseguem viver dentro do salário que recebe. Já foi dito anteriormente que nós seres humano viemos com “defeito de fábrica” e temos a tendência ao consumismo.
Muitas pessoas se descontrolam e exageram e não raro chegam ao final do mês com as dívidas maiores do que seu salário.
A solução para este caso passa necessariamente por duas coisas: Mudança de hábito e planejamento. Confesso que não é fácil mudar hábitos adquiridos há muito tempo.
As pessoas se habituam a determinados comportamentos e os fazem quase que inconscientemente. O consumismo é um hábito que chega a ser doentio em muitas pessoas.
Nestes casos será preciso recorrer a um tratamento psicológico para tentar resolver o problema. Para estes casos eu não sei o que sugerir a não ser procurar um psicólogo.
Para outros casos mais simples minha sugestão é que planeje seus gastos e os limita aos seus ganhos. Como planejar?
- Primeiro, separe os gastos por ordem de importância e aqueles que têm maiores incidência de juros e multas.
- Segundo, anote em uma caderneta ou planilha todos os seus gastos ainda não pagos na ordem dos seus devidos vencimentos.
- Se seus ganhos não forem suficientes para cobrir todos os gastos, renegocie-os com os credores prazos maiores. É bem possível que tenha que arcar com um pouco mais de juros.
- Importante! “Feche a torneira das compras”. Compre somente o que for estritamente necessário.
- Pague seus gastos na ordem em que foi planejado e procure se controlar enquanto tiver dívidas. Reconheço que não é fácil, porém, é necessário. No curso Planejando e Administrando as Finanças da Família eu mostro aos meus alunos com estudo de casos como é possível sair de dívidas como esta. Se você estiver interessado clique aqui e matricule-se.

É bastante comum entre nós, devido ao nosso “defeito de fábrica”, assim que recebemos nosso salário sairmos para jantar ou ir a um shopping fazer algumas comprinhas, um happy hour, ou outra comemoração qualquer. Aí é que mora o perigo!
Se nesta brincadeira de final de mês você gasta, por exemplo, R$ 100,00 sem planejamento e se isto repetir todos os meses, por hábito, você já sabe o que vai acontecer ao longo de 30 anos, não? Sua aposentadoria ficará mais magra em R$ 100.953,76.
Duvida? Clique aqui faça as contas considerando juros de 0,5% a.m. É meu caro eu conheci um sujeito “relativamente” famoso chamado Albert Einstein que disse um dia: “A maior invenção da humanidade chama-se juros compostos”. Não é à toa que os bancos adoram emprestar dinheiro a juros...
Lembre-se: seja amigo dos juros compostos. Faça-os trabalharem para você porque se eles trabalharem contra você...

Uma prática comum no nosso país, adotada pelos consumidores, é a compra a crédito. Em regra geral o comprador tem como preocupação básica se sua prestação cabe dentro do seu salário. Cabendo dentro do salário ele efetua a compra em 18, 24, ou 36 prestações. Assim ele compra sua geladeira, fogão, seus móveis, seu ventilador, freezer, etc... Ele passa sua vida pagando prestações e em cada prestação perde 20 ou 30 reais em juros. Ele fica feliz porque conseguiu realizar seu sonho, o lojista fica feliz porque vendeu seu produto e o banco fica feliz porque vendeu seu dinheiro a juros compostos. Passados os 30 anos o cidadão faz as contas se tivesse guardado estes R$ 30,00 todo mês ele teria R$ 30.286,13, ou seja: seus bens deixaram-no mais pobre em sua aposentadoria no valor acima. O leitor com certeza está pensando: “Pô! como um pobre coitado que ganha salário mínimo pode comprar uma geladeira que custa R$ 1.000,00 se não for em 36 prestações de R$ 35,00? Pela lógica deste escritor o pobre nunca poderia comprar a geladeira”. Na verdade, caro leitor que esteja pensando desta forma qualquer pessoa seja ela pobre ou rica tem o direito de ter o que quiser, neste caso o pobre quer ter geladeira. O problema é que o sistema está armado para tirar dinheiro do cidadão e quanto mais pobre é o cidadão mais o sistema tira dinheiro dele. Por quê? Porque quanto mais pobre menos garantia ele tem para garantir o crédito que vai tomar. Isto não é desonesto. Isto é negócio! Regra básica: “Menos garantia juros mais elevados”. O problema é que as pessoas que compram desta forma, como eu disse antes, se preocupam com o impacto da prestação no seu salário e na realidade deveriam se preocupar com o impacto dos juros em seu salário. O valor do bem é pago com o uso que você faz dele, porém, os juros não tem contrapartida senão para cobrar pelo nosso “defeito de fábrica” ou nossa inveja porque se nosso vizinho pode ter este bem porque eu não posso? Bem, o que eu faço para não pagar juros? Primeiramente, quando desejo comprar algo, por exemplo, uma nova televisão, eu faço uma pesquisa e avalio qual a melhor televisão que se encaixa no valor que eu estou disposto a gastar. Segundo, eu planejo em quanto tempo vou comprar aquela televisão, por exemplo, seis meses. Terceiro, começo a guardar o dinheiro para comprar a televisão dali a seis meses. Quarto, periodicamente, acompanho os preços dos televisores e verifico se algum de melhor qualidade já chegou ao preço que me disponho a gastar. Verifico também se alguma loja lançou alguma promoção do televisor que me interessa. Caso tenha promoção eu aproveito. Quinto, uma vez ainda não adquirido o produto e tendo o dinheiro para a compra a vista eu vou comprar. Na negociação com o lojista eu procuro obter o máximo de vantagem para o pagamento à vista. Sendo o seu preço o menor da praça e não havendo vantagem para pagamento à vista, eu compro a prazo e deixo meu dinheiro na poupança rendendo juros. Assim, eu não pago juros ou se pago é um valor pequeno. Esta tática tem funcionado perfeitamente bem ao longo da minha vida e tem me dado bons resultados. Não se esqueça: “Quem coloca preço na mercadoria é quem compra e não quem vende”

Aqui, vamos tratar de um assunto muito delicado. Muitas pessoas têm o nome sujo na praça porque emprestou seu nome a pessoas amigas, parentes, empregados, etc...
Eu sei que não é fácil quando um amigo ou parente está em situação difícil você negar ser fiador em alguma compra. Segundo Rodrigo Cunha, esta é a terceira maior causa de inclusão de CPF nos cadastros de inadimplentes.
Se você fizer uma rápida pesquisa na Internet você vai encontrar dezenas de blogs que informam sobre pessoas que estão em dificuldades por terem emprestados seus nomes.
Um caso curioso que encontrei foi de uma moça que emprestou seu nome para o namorado comprar a crédito um telefone celular, no valor de R$ 1.000,00, em 10 pagamentos de R$ 100,00.
No segundo mês após a compra os dois terminaram o namoro. O rapaz não quis nem saber da dívida e deixou a moça empenhada com o pagamento.
Não posso afirmar ser verdadeira esta história, porém, acredito que muitas outras similares acontecem o dia todo. Não se preocupe em negar seu nome a um amigo ou uma amiga pelas seguintes razões:
8.1 Se ele(a) teve a coragem de lhe pedir é porque lhe deu o direito de escolha e dizer sim ou não.
8.2 Se ele(a) ficar bravo(a) por você ter dito não, significa que ele(a) não é seu/sua amigo(a). Neste caso, você fica imediatamente sabendo que tipo de pessoa ela é.
Assim, meu conselho é sempre dizer não. Caso contrário, se prepare para o pior, ou seja: pagar a conta do seu amigo ou parente.

Eu não tenho por hábito comprar a crédito. Como dito anteriormente, eu planejo e guardo dinheiro antes de efetuar compras.
Assim, sempre meus compromissos são rigorosamente cumpridos em dia. Muito raramente eu utilizo meu cartão de crédito sem ter certeza que não terei dinheiro para cobrir a despesa no dia do vencimento.
Eu utilizo muito meu cartão de crédito porque ele me oferece quarenta dias para pagamento das despesas.
O dinheiro referente a estas despesas já está na poupança rendendo uns trocados nestes dias.
Assim, no dia do vencimento já ganhei alguma coisa sobre um dinheiro que não é mais meu.
Eu uso meu cartão para ganhar pontos nas compras a crédito que servem para pagar minhas passagens aéreas quando visito meus parentes. Jamais deixo atrasar o pagamento. E você? Sempre paga em dia?

Estando educado para não gastar significa dizer que você não gasta mais do que ganha.
Não gastando mais do que ganha tenho certeza que ao comprar você verifica antes quanto de juros vai pagar.
Avaliando suas compras antes de gastar tenho certeza que planeja suas compras.
Planejando suas compras concluo que você fica bastante atento ao fazer compras em supermercados, shoppings, etc... Meus parabéns! Você é o(a) cara! Como dizia o “Barato da Brahma”, digo, Barack Obama. Espere ai? Você não poupa? Nada do que imaginei acima se refere a você?
Bem, é triste e um pouco desesperador, porém, não é o fim do mundo.
Ainda há tempo para mudanças de hábitos e comportamentos. Vamos começar hoje? Muito bem, se você não poupa é preciso adquirir este hábito.
Poupança aqui é sinônimo de guardar dinheiro e não necessariamente abrir uma conta de poupança na CEF ou em outra instituição financeira. Se você aplica suas reservas em fundos, bolsa de valores, CDBs, ou em outro tipo de papel, tudo bem.
O importante é guardar um pouco a cada mês. Eu mostrei acima, quando sugeria verificar as prateleiras mais baixas estando em um supermercado (item 3), qual seria o montante ao final de 30 anos se você poupasse, a juros de 0,5% a.m, a quantia de R$ 1,00? Seria nada menos que R$ 1.009,54.
Aplicando matemática simples se pouparmos R$ 15,00 nas mesmas condições o resultado será 15 vezes mais, ou seja: R$ R$ 15.143,06.
Imagine se pouparmos R$ 300,00 por mês? Poderíamos comprar uma casa quando nos aposentarmos. Assim segue aqui meu conselho. “Poupe” se “economizar não vai faltar”.
Se você gostou ou discordou do tema aqui tratado dê sua opinião. É sempre salutar o debate, pois, por meio de várias opiniões pode-se concluir com maior clareza e certeza. Não se esqueça de indicar a um amigo, caso tenha gostado. Se desejar aprimorar seus conhecimentos sobre Educação Financeira faça o curso Planejando e Administrando as Finanças da Família.
Obrigado pela visita.
 

18
fevereiro
2014
Planejamento

Conforme escrevi no tópico Dinheiro o planejamento pode ser um excelente recurso para obtenção da qualidade de vida.
Todos nós temos o hábito de planejar, porém, nem todos têm o hábito de planejar corretamente.
A cada dia assumimos novas responsabilidades quer seja com trabalho, família, filhos, negócios, compras, saúde, transporte, escolas, enfim nosso dia é muito pequeno para resolvermos todas as coisas.
Assim, vamos empurrando para os dias subsequentes nossas atividades não resolvidas que se misturam a novas atividades absorvidas naquele dia que vão sendo empurradas para os dias subsequentes e assim vamos levando nossa vida.
Alguns não aguentam e adoecem, outros entram em pânico, outros se estresam, outros se desorganizam e alguns poucos resolvem tudo sem problemas. Por quê?
Porque estes poucos sabem como planejar seu dia a dia. Planejar é muito simples, porém, adquirir o hábito de planejar requer mudança de hábito o que não é tão fácil e simples.
Caro leitor, se você leu até este ponto é sinal que está disposto a mudar seu hábito de não planejar. Assim, preste atenção nas dicas abaixo que vão lhe ajudar muito.
Dica 1 - Urgente X Importante A primeira coisa que precisa ser feita é a administração do tempo. Para que você possa administrar bem seu tempo é preciso separar o que é urgente do que é importante.
É muito comum misturarmos coisas importantes com coisas urgentes.
Aquilo que é importante precisa ser feito de qualquer maneira, porém, não necessita que seja feito naquele momento. Urgente é algo que tem que ser feito naquele momento, ao contrário do importante.
Portanto, você precisa fazer duas listas do seu dia a dia. Na primeira lista coloque as coisas urgentes e na segunda lista coloque as coisas importantes.
Não execute as coisas importantes antes das coisas urgentes. Não se esqueça de colocar na sua lista coisas importantes e/ou urgentes tais como: tempo para seus filhos, esposas, esposos, e demais familiares. Família (mulher, marido e filhos) vem sempre em primeiro lugar. Se você não considera assim, sugiro rever seus conceitos.
Dica 2 – Organize seu cronograma de tarefas
Após a confecção das duas listas, coloque-as em sequência de execução começando pelas urgentes e, após, as importantes.
Dica 3 – Dimensione o seu tempo adequadamente
Dimensione o tempo que você vai gastar para cumprir cada tarefa e avalie se naquele dia você tem tempo suficiente para executá-las. Não havendo tempo, utilize um pedaço do próximo dia. Mas fique atento porque se deixar para o próximo dia uma coisa urgente, por exemplo, um boleto do condomínio você pode ter que pagar multa e juros.
Dica 4 – Eduque seu cérebro para pensar na frente
Se habitue a pensar naquilo que vai acontecer nas próximas semanas com relação aos seus afazeres.
Assim, você vai poder planejar com bastante antecedência suas tarefas importantes e urgentes com mais calma e, consequentemente, resolvê-las com mais tranquilidade. Mas, não se esqueça de anotar porque, caso contrário, você transformará coisas importantes em coisas urgentes e seu cronograma se tornará um caos.
Dica 5 – Meu pai era um sábio
Meu pai sempre dizia: “Meu filho, nunca deixe para amanhã o que se pode fazer hoje”. Ele tinha toda razão.
Se você resolver seus afazeres nos tempos certos sobrará tempo para antecipar coisas importantes ou urgentes. Assim seu dia a dia sempre vai ser mais tranquilo e calmo. Evitará o stress e a correria.
É bastante comum conversarmos com pessoas e observarmos a elas que o tempo hoje é mais corrido e não sobra tempo para nada. Nosso stress está aumentando a cada dia, nossa vida está muito rápida e os dias muito curtos.
Na verdade, o dia não mudou. Ele continua tendo 24 horas, 12 horas de sol e 12 horas de noite. O sol continua no mesmo lugar e a terra gira em torno dele da mesma forma há centenas de milhões de anos.
Afinal o que mudou? Sim, houve mudanças. Nosso cérebro está recebendo mais informações do que antigamente, perdemos mais tempo no trânsito, a nossa vida ficou mais burocrática, as distâncias aumentaram, o dinheiro ficou mais curto o que nos obriga a trabalhar mais tempo, portanto, nosso tempo que antes sobrava agora está faltando. Daí a grande importância em planejar o seu dia a dia.
Se você tentou planejar sua vida e não obteve êxito pense na possibilidade de fazer o curso Planejando e Administrando as Finanças da Família. Neste curso você vai aprender como planejar seu dia a dia financeiro além de aprender a aplicar melhor seus ganhos e aprender como evitar gastos desnecessários.
Se você gostou ou discordou do tema aqui tratado dê sua opinião. É sempre salutar o debate, pois, por meio de várias opiniões pode-se concluir com maior clareza e certeza. Não se esqueça de indicar a um amigo, caso tenha gostado.

14
fevereiro
2014
O Dinheiro

Porque o dinheiro é tão importante em nossas vidas?
Antes de discorrer sobre este tema gostaria de deixar claro ao leitor que não me refiro ao dinheiro de forma ideológica como sendo símbolo de um capitalismo espúrio, da ganância das pessoas na sua busca pelo dinheiro ou quem sabe do mal que ele provoca pela sua falta ou pelo excesso.
O dinheiro aqui é tratado como algo representativo, com um valor que utilizamos em substituição ao escambo para aquisição de algo que nos faz falta e que complementa nossas necessidades diárias.
Esclarecido isto vamos ao tema.
Um dia estava conversando com um amigo sobre coisas que fazemos e nos deixam felizes e coisas que fazemos e nos deixam tristes. Lá pelas tantas ele saiu com esta: “O dinheiro não traz felicidade” eu, instintivamente, retruquei: “Concordo, porém, eu prefiro ser um infeliz rico a ser um infeliz pobre”.
Embora tenha sido a meu ver uma resposta a altura da afirmativa feita pelo meu amigo, ao chegar a minha casa refleti bastante sobre este assunto.
Em minha reflexão comecei a avaliar a importância do dinheiro em nossas vidas.
Não demorei muito para perceber que tudo que fazemos está direta ou indiretamente ligado ao tempo e ao dinheiro.
Perguntei-me o que é felicidade?
Conclui que para mim felicidade e ter os filhos com boa saúde, educação adequada, um lugar digno para morar, bom relacionamento com a família, de vez em quando uma viagem de férias, amigos para conversas alegres e descontraídas, emprego, animais de estimação, etc... Em outras palavras: é ter qualidade de vida.
Bem, pode-se observar que não há como obter felicidade, segundo meu entendimento, sem ter dinheiro.
Não me refiro a ser rico e sim ter dinheiro suficiente para educar os filhos, garantir-lhes boa saúde, ter um lar, manter os amigos e tudo mais.
Assim, conclui-se que o dinheiro é a mola mestra de nossas vidas, pois, de alguma forma tudo esta ligado a ele. É possível ser feliz com pouco dinheiro? Sim. Como? Planejando!
Da mesma forma que tudo está ligado ao tempo e ao dinheiro o planejamento também está ligado ao tempo e ao dinheiro.
Portanto, a mágica para obtenção da felicidade ou da qualidade de vida com pouco dinheiro é planejar. Planejar é saber o que buscar, é definir e cumprir metas, é saber usar o tempo e o dinheiro.
Assim, se você não tem muito dinheiro e não tem o hábito de planejar sua vida, comece a pensar nesta possibilidade, pois, você vai observar que sua qualidade de vida vai melhorar.
Se você tem dificuldades em lidar com o dinheiro gasta mais do que ganha, se sente tentado a sempre comprar de forma desenfreada e pretende mudar este hábito faça o curso Planejando e Administrando as Finanças da Família.
Neste curso você vai aprender como planejar seu dia a dia financeiro e como utilizar de forma racional o seu dinheiro evitando gastos, fazendo compras, investindo, e evitando as armadilhas preparadas para levar nosso dinheiro.
Se você gostou ou discordou do tema aqui tratado dê sua opinião. É sempre salutar o debate, pois, por meio de várias opiniões pode-se concluir com maior clareza e certeza. Não se esqueça de indicar a um amigo, caso tenha gostado.

07
fevereiro
2014
Apresentação

Internautas! Bem vindos ao Blog do Mago Financeiro!
Neste blog iremos tratar assuntos relativos a planejamento e finanças da família. !
A ideia é oferecer aos visitantes assuntos que de alguma forma estejam ligados ao seu dia a dia no que se referem ao planejamento financeiro e ao uso do dinheiro nas compras, empréstimos, pagamentos de dívidas, poupança, investimentos, enfim, a tudo quando se trata em como lidar com o nosso suado dinheiro que ganhamos para nossa sobrevivência. !
Ao final do mês quase sempre nos perguntamos: O que eu fiz com meu salário que não sobrou nada? Meu Deus! Como vou pagar minhas contas? Ficamos nervosos, chateados, perdemos o sono, nos desesperamos e a partir daí começamos a tomar decisões precipitadas e nossas finanças transformam nossa vida num verdadeiro caos! !
O que eu tenho a dizer a estas pessoas é: Tenha calma! “Muita calma nesta hora como dizia Juvenal Antena”. Suas finanças estão desorganizadas? Sua situação está difícil? Bem, com certeza existirá jeito para resolvê-la. Nem sempre é fácil ou barato. Quase sempre se precisa de tempo e negociação para organiza-la. Com dedicação e perseverança consegue-se organizar e melhorar na nossa qualidade de vida. !
Vamos aqui tratar também de: “Como ganhar dinheiro com o dinheiro que ganhamos”. Embora seja um trocadilho existem sim formas de “esticar” nossos ganhos e ainda sobrar. Você também vai poder participar dando suas opiniões, sugestões que sempre serão bem vindas e poderão contribuir para que mais pessoas possam se organizar e obter melhor qualidade de vida. Se você gostar indique aos seus amigos. Meu intuito é contribuir para que você possa melhorar sua maneira de viver e ser mais feliz. !