Educação Financeira

26
junho
2014
Educação financeira empresarial

A educação financeira empresarial é mais complexa se comparada à educação financeira pessoal ou familiar.
Ambas são baseadas no controle dos gastos e na poupança. Porém, a educação financeira empresarial possui um conjunto maior de variáveis a serem tratadas dificultando bastante seu controle.
Em se tratando de empresa o controle deve ser profissionalizado, pois, envolve estratégias mais complexas a serem elaboradas e executadas.
Para a sobrevivência de uma empresa leva-se também em consideração o mercado competitivo.
Não basta apenas economizar para quando precisar nos dias sombrios.
A luta pela sobrevivência é diuturna. Há uma máxima que diz: “Empresa que não almoça o concorrente será jantada por ele”.
Como Consultor Financeiro, trabalhando a serviço do SEBRAE, presenciei ao longo de minhas consultorias variadas situações onde os empresários demonstravam dificuldade em trabalhar com o dinheiro, colocando muitas vezes seu negócio em risco.
Presenciei também casos onde seu problema não era financeiro e sim gestão.
Existe uma tendência de se imaginar que a maioria dos problemas empresariais é de ordem financeira porque os problemas surgem quando o dinheiro acaba.
É preciso sim fazer uma análise da situação financeira da empresa para identificar onde o fluxo do dinheiro emperrou.
Quando isto é evidenciado, descobre-se a causa da falta do dinheiro.
O fluxo financeiro de uma empresa basicamente se apresenta da seguinte forma:

Observa-se que o fluxo centraliza no Financeiro e se formaliza no Fluxo de Caixa.
Quando falta dinheiro é natural que o empresário tende a pensar que seu problema é financeiro.
Porém, nem sempre é. Pode, às vezes, estar localizado no Estoque, Compras, Vendas e/ou Custos Administrativos
. A grande tarefa é localizar onde está o sumidouro do dinheiro. Para isto é preciso estabelecer controles financeiros que permitam identificar exatamente onde se situa o desequilíbrio da empresa.
Vários caminhos podem ser seguidos e um deles será demonstrado abaixo. Naturalmente, que o modelo a ser apresentado não se adequa a todas as empresas.
Dependendo do porte e/ou atividade econômica será preciso adequações.
No entanto, para as microempresas ou empreendedores individuais que trabalham com o segmento de varejo é possível utilizá-lo com pequenas adequações, se necessário.
Os formulários apresentados são autoexplicativos não necessitando informações adicionais quanto ao seu uso. Havendo necessidade peço que entre em contato por e-mail (nelson.silva@magofinanceiro.com.br) apresentando sua dúvida para que, dentro de minhas limitações, possa responder.

04
Julho
2014
CONTROLE DIÁRIO DE CAIXA

Para que seu controle financeiro possa ter sucesso é preciso anotar dia a dia todas as despesas mesmo aquelas consideradas insignificantes.
Muitas vezes o lucro da empresa está nas despesas insignificantes que sendo suprimidas pode surgir o lucro, anteriormente inexistente.
Só se consegue administrar com segurança as finanças de uma empresa quando anotá-las dia a dia, não deixando de fora nenhuma por mais insignificante que seja.
NOTA:
Das vendas feitas a prazo somente devem entrar no controle diário as parcelas que foram pagas a vista.
As demais parcelas deverão ser lançadas no CONTROLE DE CONTAS A RECEBER, informando o Cliente, Data do Vencimento e Valor a Receber.

04
julho
2014
CONTROLE DIÁRIO DE BANCO

Da mesma forma que o Controle Diário de Caixa este formulário também precisa anotar toda a movimentação bancária feita no dia a dia.
Caso tenha o hábito de emitir seu extrato bancário diariamente pode-se eliminar este formulário uma vez que o extrato contêm todas estas informações.

04
julho
2014
CONTROLE DIÁRIO DE VENDAS

Observe que este controle mostra as vendas feitas à vista e as vendas feitas a prazo.
Devem-se ser anotadas todas as vendas na coluna correspondente ao número de dias de seu vencimento.
Se houver vendas com recebimentos superiores a 120 dias basta aumentar na planilha tantas quantas colunas forem necessárias.

04
julho
2014
CONTROLE DE CONTAS A RECEBER.

As vendas realizadas a prazo que constam do Controle Diário de Vendas devem ser lançadas também neste formulário.
Observe que o Controle Diário de Vendas apenas demonstra o Valor da Venda e no Controle de Contas a Receber além do Valor de Venda demonstra também para quem foi a venda, sua Descrição e a Data de Recebimento.
Informa também qual o montante a receber do referido Cliente.

04
julho
2014
CONTROLE DE CONTAS A PAGAR

Neste formulário devem ser anotados todos os compromissos futuros da empresa.
De forma similar ao Controle de Contas a Receber aqui também registra para quem deve (Fornecedor) a Data do Pagamento e o Valor.

04
julho
2014
CONTROLE MENSAL DAS DESPESAS FIXAS

As despesas lançadas aqui são aquelas conhecidas como Despesas Fixas ou Despesas Indiretas.
Estas despesas são muito importantes porque independente do volume de vendas elas sempre existirão.
Assim, elas se tornam bastantes visíveis nos meses onde as vendas são fracas.
O controle rigoroso sobre estas despesas é fundamental.

04
julho
2014
FLUXO DE CAIXA

O Fluxo de caixa é considerado o principal controle de uma empresa, pois, retrata do ponto de vista financeiro todas as despesas e receitas mensais, durante o período considerado. Normalmente, considera-se o período de um ano.
Cabe aqui lembrar que sem o preenchimento correto dos formulários anteriormente apresentados o Fluxo de Caixa não representará a realidade financeira da empresa.

04
julho
2014
APURAÇÃO DE RESULTADOS

O objetivo deste formulário é fazer a apuração dos resultados e, posteriormente, calcular os principais indicadores de desempenho da empresa que são: Lucratividade e Rentabilidade.
Transpõem-se para este formulário as informações captadas nos formulários anteriores.
Após, complementa-se com informações sobre os impostos e determina-se a Apuração dos Resultados.
Para o cálculo da Rentabilidade será preciso obter no balanço contábil da empresa o valor dos investimentos feitos até aquele momento.
Os indicadores são calculados da seguinte maneira:
Lucratividade: Resultado Liquido/Vendas Brutas.
Rentabilidade: Resultado Liquido/Total de Investimentos feitos.